Ir. M. Liani Postai e a Boa Notícia de Deus para o próximo domingo!

13/11/2013 · by 

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Muito estimados Irmãos e Irmãs!

Estamos nos aproximando  do final do Ano Litúrgico e do encerramento do
Ano da Fé.
As Leituras Bíblicas nos ajudam a refletir sobre a realidade do fim dos
tempos e em que consiste o verdadeiro modelo de sociedade que Jesus quer.
Eis, em anexo mais um pacotinho precioso enviado por nossos irmãos
teólogos…
Desejo-lhes a Luz do Divino Espírito para vossa vida e anúncio dessa Boa
Notícia de Deus através de sua Palavra para o próximo domingo!
Com estima fraterna,

Ir. M. Liani Postai csc
Prelazia de Tefé – AM

TEMPOS DE CRISE

Pe. José Antonio Pagola. Tradução: Antonio Manuel Álvarez Pérez

Nos evangelhos recolhem-se alguns textos de carácter apocalíptico em que não é fácil diferenciar a mensagem que pode ser atribuída a Jesus e as preocupações das primeiras comunidades cristãs, envolvidas em situações trágicas enquanto esperam com angústia e no meio de perseguições o final dos tempos.

Segundo o relato de Lucas, os tempos difíceis não hão-de ser tempos de lamentos e desalento. Não é tampouco a hora da resignação ou a fuga. A ideia de Jesus é outra. Precisamente em tempos de crise “tereis ocasião de dar testemunho”. É então quando se nos oferece a melhor ocasião de dar testemunho da nossa adesão a Jesus e ao Seu projeto.

Levamos já cinco anos sofrendo uma crise que golpeia duramente a muitos. O ocorrido nestes tempos permite-nos conhecer já com realismo o dano social e o sofrimento que gera. Não terá chegado o momento de avaliarmos como estamos a reagir?

Talvez, o primeiro seja rever a nossa atitude de fundo: Estaremos a posicionamo-nos de forma responsável, despertando em nós um sentido básico de solidariedade, ou estamos a viver de costas a tudo o que pode perturbar a nossa tranquilidade? Que fazemos a partir dos nossos grupos e comunidades cristãs? Teremos marcado uma linha de atuação generosa, ou vivemos celebrando a nossa fé à margem do que está a suceder?

A crise está a abrir uma fratura social injusta entre quem podemos viver sem medo do futuro y aqueles que estão a ficar excluídos da sociedade e privados de uma saída digna. Não sentimos a chamada para introduzir algumas alterações na nossa vida para poder viver os próximos anos de forma mais sóbria e solidária?

Pouco a pouco, vamos conhecendo mais de perto a quem vai ficando mais indefenso e sem recursos (famílias sem rendimento algum, desempregados de longa duração, imigrantes doentes…) Será que no preocupamos de abrir os olhos para ver se podemos comprometer-nos em aliviar a situação de alguns? Poderemos pensar em alguma iniciativa realista a partir das comunidades cristãs?

Não devemos esquecer que a crise não só cria empobrecimento material. Gera, também, insegurança, medo, impotência e experiência de fracasso. Desfaz projetos, afunde famílias, destrói a esperança. Não teremos de recuperar a importância da ajuda entre familiares, o apoio entre vizinhos, o acolhimento e acompanhamento a partir da comunidade cristã…? Poucas coisas podem ser mais nobres nestes momentos que o aprender a cuidar-nos mutuamente.