SAIR PARA AS PERIFERIAS

Caríssimos Irmãos e Irmãs!

convidados a ser Sal e Luz! Que a Palavra de Deus nos ajude a firmar
nossa consciência de discipulado missionário!
Segue em anexo, a riqueza da contribuição semanal de nossos Irmãos
teólogos! Abençoada missão!

Ir. M. Liani Postai csc
Prelazia de Tefé AM

SAIR PARA AS PERIFERIAS

Pe. José Antonio Pagola.    Tradução: Antonio Manuel Álvarez Pérez

Jesus dá a conhecer com duas imagens audazes e surpreendentes o que pensa e espera dos Seus seguidores. Não hão de viver pensando sempre nos seus próprios interesses, o seu prestígio ou o seu poder. Apesar de serem um grupo pequeno no meio do vasto Império de Roma, hão de ser o “sal” que necessita a terra e a “luz” que faz falta ao mundo.

“Vós sois o sal da terra”. As pessoas simples da Galileia captam espontaneamente a linguagem de Jesus. Todo o mundo sabe que o sal serve, sobretudo, para dar sabor à comida e para preservar os alimentos da corrupção. Do mesmo modo, os discípulos de Jesus hão de contribuir para que as pessoas saboreiem a vida sem cair na corrupção.

“Vós sois a luz do mundo”. Sem a luz do sol, o mundo fica às escuras e não podemos orientar-nos nem desfrutar da vida no meio das trevas. Os discípulos de Jesus podem aportar a luz que necessitamos para nos orientarmos, aprofundar o sentido último da existência e caminhar com esperança.

As duas metáforas coincidem em algo muito importante. Se se permanece isolado num recipiente, o sal não serve para nada. Só quando entra em contacto com os alimentos e se dissolve com a comida, pode dar sabor ao que comemos. O mesmo sucede com a luz. Se permanece encerrada e oculta, não pode iluminar ninguém. Só quando está no meio das trevas pode iluminar e orientar. Uma Igreja isolada do mundo não pode ser nem sal nem luz.

O Papa Francisco viu que a Igreja vive hoje encerrada em si mesma, paralisada pelos medos, e demasiado afastada dos problemas e sofrimentos como para dar sabor a la vida moderna e para oferecer-lhe a luz genuína do Evangelho. A sua reacção foi imediata: “Temos de sair para as periferias”.

O Papa insiste uma e outra vez: “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e manchada por sair à rua, que uma Igreja doente por se fechar e pela comodidade de se agarrar às suas próprias seguranças. Não quero uma Igreja preocupada por ser o centro e que acaba enclausurada num emaranhado de obsessões e procedimentos”.

A chamada de Francisco está dirigida a todos os cristãos: “Não podemos ficar tranquilos na espera passiva dos nossos templos”. “Os Evangelhos convidam-nos sempre a correr o risco do encontro com o rosto do outro”. O Papa quer introduzir na Igreja o que ele chama “a cultura do encontro”. Está convencido de que “o que necessita hoje a igreja é capacidade de curar feridas e dar calor aos corações”.